segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Não é fraco, é fraquíssimo (autor santista desconhecido)

Nesse domingo, 03 de novembro de 2013, tive a felicidade de poder assistir ao jogo do grandessíssimo Santos Futebol Clube.
Sol quente. Vila lotada. Ingressos caríssimos (o mais barato 40 reais a inteira). E sono. Muito sono.
Não, o sono não ocorreu na prévia do jogo. Aliás, encontrei torcedores que chutaram (pelo menos os torcedores chutam) placares de torcedores: 4x1; 5x1; 3x1...sempre para o Santos. E esse último placar foi o mais modesto dos que ouvi.
Deixando a cachaça de lado – convenhamos que torcer por um 5x1 contra o Cruzeiro na atual situação alvinegra é no mínimo....cachaça – olhemos o jogo. Melhor, analisemos o Santos.
Não é fraco. É fraquíssimo.
Proponho uma análise mais detalhada...jogador por jogador, cérebro por cérebro.
Aranha: Não é possível um goleiro ser bom se ele tem apelido. Aliás, raros são os exemplos de apelidados que “deram certo”: Pelé, Tostão, Garrincha... Mas nenhum Aranha. Sim, nenhum Aranha. Mas para não parecer implicância apenas, pensemos em suas capacidades: alto, boa envergadura, ótimo alcance de bolas, lançamentos longos e boa saída em cruzamentos. No entanto, insiste em APENAS chutar a bola para o ataque na esperança de que W. José vença no combate corpo-a-corpo com Dedé (especificamente desse jogo contra o Cruzeiro). Difícil é entender por que W. José ganharia de uns dos zagueiros da seleção.
Seguindo o fluxo, W. José: jovem, alto, relativamente forte, chuta bem e sabe fazer o pivô. No entanto, resumiu-se em bolas perdidas para Dedé. Acredito que jogar em cima de Dedé não foi uma boa escolha.
Guardarei as pérolas santistas para o fim dessa crônica futebolesca. Chegaremos lá em breve.
Cicinho: corre, corre, corre e ....corre.
Edu Dracena e Gustavo Henrique: o problema não é a zaga.
Mena: razoável em todos os sentidos, mas ainda assim, no ataque, o vovô Léo é melhor. Pasmem!!!
Cícero: sim, pularemos o gênio Alison. Bem, o Cícero sabe jogar, organiza o meio campo, mas não joga sozinho.
Arouca: nitidamente jogando fora de posição está perdido quanto à sua função na equipe. Corre errado, tanto na defesa quanto no ataque. Marca mal na defesa porque chega cansado. Ataca mal no fronte porque chega cansado.
Montillo: de longe não vale o que ganha, mas – também de longe – não tem um ser pensante ao seu lado.
PRONTO!!! Chegamos aos gênios da bola!!!!
Comecemos com  Everton Costa: péssimo!!! PÉSSIMO! Tem dificuldade no domínio de bola, toca muito mal a bola, cai com facilidade, tem uma visão muito reduzida do jogo, não sabe marcar e não sabe criar jogadas. De duas uma: ou está fora de posição (me pergunto qual seria sua posição????), ou é muito ruim mesmo!!!
Alison: cão de guarda, segurança, Pitt Bull, carniceiro, sarrafeiro, etc etc.. Não! Na verdade (com olhos da arquibancada) é o único que corre no time. Mas sinto que o torcedor se engana com o correr. Ele está sempre cansado, sempre chega atrasado nas jogadas, erra passes de 2 metros, tem domínio de bola negativo, joga de cabeça baixa e, via de regra, marca ninguém.
Acredito que o sistema de jogo implantado (supondo a implantação de algo nesse time) por Claudinei tenha em Alison o jogador que cobre os espaços quando a marcação é feita individualmente. No entanto, o jogador que sobrou (afinal, se Alison sobra no Santos outro deve sobrar no Cruzeiro) foi sempre Dedé. Sim, o mesmo Dedé que não perdeu nenhuma bola no jogo, que “marcou” W. José (acho que ele se marca sozinho ou brigou com a natureza), e que deu lançamentos de Gerson o jogo todo.
Chegamos à cereja no bolo, à bandeira de chegada, à contagem regressiva, ao cigarro depois do prazer: Claudinei de Oliveira.
Durante muito tempo venho defendendo o treinador do Santos. Mas tudo tem limite. É impossível o Santos continuar jogando com medo de ganhar. É impossível o Santos continuar jogando pra perder de pouco ou empatar. É impossível o treinador do Santos não perceber essas simples características dos jogadores citados acima. É impossível que, treinando todo santo dia, não haja uma melhora. É impossível!
Temos um treinador com pouca mobilidade tática – os jogares tem culpa nisso, e muita, pois não conseguem correr e pensar ao mesmo tempo – e que prefere seu esquema “seguro” à chance de dar brilho ao time.
Outrora escrevi sobre os meninos da Vila. Jovens como Gabriel, Victor Andrade, Alan Santos, Gustavo, etc etc. Reitero agora (publicando): se esses meninos sabem jogar – e sabem – “deixem os meninos jogarem, o Iaiá!!”
O time do Santos está como um militar aposentado: usa a farda pra alguém ter respeito, mas ela tá apertada, desbotando, suja e malpassada. As pessoas respeitam o Santos não pelo que ele é, mas pelo que já foi (até um passado bem recente).

O time, o treinador e os jogadores não são fracos, são fraquíssimos.

Um comentário:

  1. É Vila... esse brasileirão foi sinistro para todos. Ao que parece, os únicos torcedores realmente satisfeitos são os do Cruzeiro (obviamente) e os do Atlético Paranaense (que surpreendentemente nos surpreendeu com surpresas). A irregularidade dos times foi impressionante. Eu, acostumado a achar que entendia dos acontecimentos futebolísticos, fiquei sem saber de nada. Aliás, é até provável que com 46 pontos algum time não se salve. Acho que nunca havia torcido para uma temporada chegar ao fim, apesar de agora ter começado a ficar legal pra mim o campeonato.
    VALEU.

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